ENVELOPE.
À parte em tecido dos balões que é chamado “envelope” é feita com nylon “rip stop” que recebe um tratamento à prova de fogo. Este nylon resiste a temperaturas superiores à 120ºC e oferece uma extraordinária resistência a calor, raios ultravioletas e umidade.Novos tecidos são constantemente desenvolvidos para melhorar a vida útil dos balões, que hoje chega a aproximadamente 700 horas de vôo.
A base do balão – boca – é construída com nomex resistente à 400ºC, este tecido é totalmente a prova de fogo. Combinando diversos formatos e uma grande diversidade de cores, teremos várias possibilidades de criações de “envelopes” de balões. Os envelopes pode ser feitos nas mais váriadas formas e tamanhos, existem muitas forma diferente (Latas, casa, bichos, desenhos), enfim o que a mente imaginar.


MAÇARICO.
O maçarico é considerado o motor do balão, feito de aço inoxidável. Forma de montagem: num quadro feito de tubos, monta-se uma “caneca” que servirá de base para fixação das válvulas da passagem, relógio, medidor de pressão de gás, válvula de abertura do vapor para a chama-piloto, conexões de ligações das mangueiras e a serpentina por onde o gás passa expelindo-o até chegar aos bicos de saída.
Quando o balão está em ascensão, a temperatura na coroa (tipo) é de aproximadamente 100ºC.
Os maçaricos possuem duas mangueiras que se conectam aos cilindros


CILINDRO.
Normalmente, os cilindros ou (botijões) de um balão são de alumínio, aço inox ou titânio. É importante que sejam leves para não comprometer a relação de carga a ser levada no balão. Podem ser utilizados na posição vertical (em pé) ou na horizontal (deitados) com uma quantidade de carga variável de acordo com o fabricante. Normalmente, tem capacidade para 20kg (P20) ou 30kg (P30). São equipados com um relógio marcador de combustível, uma torneira para a saída de gás em forma líquida, um respiro para aliviar a pressão no momento de se fazer a recarga (que é chamado de refil) e ainda uma torneira para a saída do gás em forma gasosa nos cilindros que é chamado de “Master”.
A quantidade de cilindros levados em balão depende do tamanho do cesto, ou ainda, do interesse do piloto no momento do vôo. Quanto mais gás este puder levar, mais autonomia de vôo ele terá, normalmente são levados 04 cilindros.


CESTO.
Conhecido também por “Gôndola”, é a parte do balão destinada à levar os ocupantes, cilindros, instrumentos, etc.
O material usado para se construir um cesto é o Vime (junco), porque trancada alia leveza, durabilidade e beleza, além de demonstrar uma grande absorção de impactos para piloto e passageiro. Junto com Vime, também são traçados cabos de aço que passam por de baixo do cesto, cuja função é sustentar todo o conjunto (cilindro e pessoa), e ainda tubos de alumínio para a colocação das bengalas (ou tarugos) de nylon que servem de sustentação do maçarico.
Temos dois tipos básicos de cestos: o flexível (feito de vime) e o rígido (feito de fibra de vidro, ferro, etc...). O cesto é preso no envelope através de cabos de aço (ou kevlar, como nos balões mais modernos nos Estados Unidos, para minimizar os riscos em contato com fios de alta tensão), que dão a volta por baixo do cesto, e são ligados por mosquetões aos cabos de aço vindos do balão.


COMBUSTÍVEL.
O combustível utilizado é o propano, que é um gás liquefeito de petróleo usado para a indústria (para a alimentação de fornos, caldeiras , etc.)

 


 

VENTOINHA.
É utilizada para inflar do balão com ar frio. Dispõe de quadro metálico onde é fixado um motor de 3,5 HP a 13 HP alimentado à gasolina, que serve para girar uma hélice desenhada para empurrar o ar frio de maneira mais rápida e eficiente para dentro do envelope.